"Sonhar e viver para mim são coisas muito próximas, assim como a sanidade e a loucura.
Do amanhecer ao anoitecer reflito no meu interior sobre o equilíbrio de caminhar pela linha da vida. Tudo me parece tão assustador e angustiante! É como atravessar por um vale desconhecido e incerto, onde qualquer deslize pode ser ou não fatal.
A distancia entre “sonhar e viver" às vezes me parece tão pequena e em outras me parece tão grande, não sei!? Mas diante disso percebo ser mais cômodo escolher por sonhar, e assim somente sonhar ou escolher por viver, e assim somente viver.
Mas, não posso somente sonhar!!!
E não posso simplesmente viver!!!
Os caminhos precisam seguir juntos, mesmo em direções contrárias entre o aceitável e o inaceitável que existe dentro de mim, como uma lei interna de lutas constantes.
Em alguns momentos percebo-me fugindo dos meus sonhos abstratos, sonhos esses que perturbam meu adormecido desejo, mas confesso ser impossível arrancar-lo de mim, pois somente sonho com aquilo que desejo, no qual viver é tornar meus sonhos concretos.
Nas escolhas que confronto no dia a dia tenho a esperança, a ilusão ou a hipótese de me encontrar. Sinto-me numa disputa de “cabo de guerra”, puxando de um lado para outro, na busca de tornar-me vencedora de mim mesmos.
Neste contexto da vida cheio de paradigmas a serem seguidos, que me fazem refletir sobre minhas próprias escolhas, escolhas essas que dizem respeito a mim, pois não vivo sem sonhar e não sonho sem poder viver, não imagino qual seria a forma mais correta, não me importo! Só sei que o desejo de me encontrar me faz ultrapassar padrões, podendo assim descobrir em mim a forma de ser simplesmente... e tão só simplesmente “eu”."
(Gotardo, Julho/2010)
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